22 de ago de 2008

Noiva minhota





noiva negra de Viana

3 comentários:

O Galaico disse...

Noiva rica com o oiro da sua família (em óbvio exagero neste show-off que se tornou o folclore de viana) e os palmitos na mão que tem origem no dia em que Jesus chegou a jerusalem e foi saudado com elas pela população.

Normalmente só seriam usados na quadra da pascoa onde seriam benzidos pelo padre mas com a utilização destes objectos na decoração dos andores (em analogia com a chegada de jesus e a celebração) as pessoas retiravam alguns deles e decoravam-se a eles mesmos dando origem a esta tradição dos PALMITOS como ornamento dos trajes Minhotos e não só de Viana como, obviamente, os vianenses tentarão dizer.

JMTinoco disse...

Há realmente diferenças e características culturais nos diferentes e diversos trajes, nomeadamente nos do Minho. Sem ser especialista,mas um simples interessado em saber o significado do que vejo, sempre quer chamar a atenção do amigo galaico para o facto da vela e do palmito não serem a mesma coisa. A vela é usada pela noiva vianense como prova da sua pureza (caso da imagem)ou da romeira que a oferece à santa da sua devoção. O palmito é usado pela mordoma da festa como símbolo da sua mordomia. Quanto ao ouro, bem, isso é uma outra história que devido às condicionantes limitativas de um comentário seria impossível de aqui esplanar. Só queria dizer-lhe que o ouro foi uma forma que as mulheres de Viana encontraram para enganar o rei D. João II e garanto-lhe que a quantidade não era nenhum exagero.

O Galaico disse...

As velas e os palmitos tinham no fundo o mesmo papel e podiam ser usados ambos ao mesmo tempo ou substituindo-se por vezes. Aliás as noivas minhotas casavam por vezes com o mesmo trajo.

O trajo de mordoma era muitas vezes usado como trajo de casamento.

Apenas as pessoas mais ricas tinham posses para ter um trajo diferente no dia do casamento. Normalmente empregavam um azul escuro para demonstrar que este era outro vestido sem contudo fugir muito à tradição.

Quanto ao ouro, é fácil imaginar que esta quantidade é pura ficção. Admito que ocasionalmente podiam se encontrar noivas de famílias ricas com tais quantidades mas a vastíssima maioria nem de perto.

Aqueles tempos eram de fome e o povo mal tinha de comer quanto mais quilos de ouro ao pescoço.

O ouro era o investimento que se fazia naquele tempo em que não haviam bancos. A isto acresce-se um valor estético e sentimental por serem relíquias de família. AInda hoje se oferecem por exemplo no Minho Libras de Ouro ou contas da Povoa de Lanhoso.

O facto de aparecerem na senhora da agonia 200 Mordomas carregadas de ouro é de facto ficção. Os trajos imaculados são também eles ficção etodo o folclore do Minho e, especialmente o Vianense é SHOW OFF.

Modas inventadas, alteradas, usurpadas, copiam-se trajos, usam-se trajos de forma errada, põe-se mordomas a danças modas de trabalho (Esta é boa) etc etc.

Ainda bem que a vasta maioria não tem conhecimentos para interpretar correctamente as barbaridades que se fazem.

Mas enfim.. No fundo, este espetaculo ajuda a promover o Folclore por isso é perdoável.